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Há mais de 20 anos estamos lado a lado com o mercado imobiliário. E, agora, não vai ser diferente. Mudamos. Evoluímos. E reforçamos: parceria empodera. 
Por isso, queremos promover, ainda mais, a valorização dos profissionais do mercado imobiliário. Juntos, vamos mais longe: investindo em tecnologia, inteligência e inovação, ferramentas, educação e benefícios, para trazer você, corretor, cada vez mais para o centro da nossa estratégia.
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Com a chegada de dezembro nossas atenções passam a se dividir entre a retrospectiva do ano que se aproxima do seu final e as perspectivas para aquele que está prestes a começar. Conquistas e frustrações do ano corrente são mapeadas enquanto especulamos sobre o amanhã. 

No ano 2 da pandemia do novo Coronavírus permanecemos sob o impacto das enormes perdas de vidas, sequelas na saúde de muitos e dificuldades financeiras. De outro lado, celebramos as vacinas e as campanhas de vacinação que, mesmo com todas as incertezas em torno das novas variantes, estão sendo fundamentais para a retomada dos encontros sociais e atividades econômicas. No entanto, o que em princípio tinha o potencial para impulsionar o crescimento em 2022 está perdendo o fôlego por conta de forte deterioração do cenário macroeconômico. Nosso tema da edição de hoje.

A piora no contexto macro pode ser evidenciadas pela  evolução das expectativas de mercado coletadas pelo Boletim Focus do Banco Central. Olhando para as  principais variáveis listadas na tabela abaixo percebemos que se consolida para 2022 um cenário de estagnação da atividade e combate à inflação. A saída para um desempenho mais promissor continua no lado fiscal, onde existem dificuldades anunciadas em decorrência determos um ano com eleição presidencial. Embora os contornos  macroeconômicos pareçam estar mais bem definidos, as mudanças recentes nas expectativas junto com desdobramentos da pandemia mantêm no radar a possibilidade um cenário ainda mais desafiador para o ano que vem.

Com relação às taxas de juros, apesar do expressivo aumento da Selic até o momento já um consenso de que o ciclo de alta avançará sobre 2022, muito provavelmente acima dos dois dígitos. Já para as taxas de juros das concessões de crédito imobiliário (que em outubro na  média foram foi de 7,5% ante a 7,2% no mês anterior), também é de esperar a continuidade do ciclo  de aumentos. Após um ano de concessões recordes uma desaceleração já está contratada. Só não sabemos ainda com que intensidade.

Na frente inflacionária, o IPCA rompeu a barreira dos dois dígitos e já é fato que terminaremos o ano acima da meta. Por conta do forte aumento nos juros espera-se que o processo de desinflação ocorra ao longo de 2022, mas não sem dificuldades. Os analistas mais pessimistas já consideram a possibilidade de estouro da meta de inflação no ano que vem também. O IGP-M (21,7% acumulado em 12 meses até outubro/21) continua sua trajetória de queda,  assim como o INCC (15,4%), o que, se mantido, estabilizará  de forma gradual a pressão de custos no mercado de  lançamentos imobiliários. Vale destacar também o  comportamento do câmbio neste cenário. Após forte  depreciação do Real, as expectativas ainda sugerem uma perspectiva de estabilidade. Nessas alturas a manutenção   dos patamares atuais nos parece relativamente positiva.

Os efeitos da deterioração nas dinâmicas de inflação e juros já estão impactando negativamente o mercado imobiliário e, ao que tudo indica, eles serão ampliados no próximo ano. Entretanto, uma vez que estamos saindo de um período de grande aceleração, decorrentes de fatores macro e micro, mantemos nossa expectativa de que apesar dos desafios ainda veremos crescimento no setor em 2022. É claro que as incertezas ainda são grandes e ultrapassam o domínio econômico (incluindo a evolução da pandemia e o cenário eleitoral), mas ao comparar a situação atual com o que vivemos nas últimas décadas ainda apostamos na continuidade do ciclo.

Grande abraço e boa semana,

Deterioração do cenário macroeconômico
Por Danilo Igliori 
VP Economista Chefe do ZAP+  

Danilo Igliori

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